Ontem estive a teclar com um amigo muito tuga.
A célebre frase do "tu é que fizeste bem, e bazaste" foi coisa que não faltou. O verdadeiro suporte amigo. Enfim, o costume. ;)
Entretanto veio a argolada após ouvir de mim que só emigra quem quer:
"Nem todos têm a sorte que tu tens".
Isto levou-me hoje a escrever sobre a filosofia da emigração.
Afinal, isto é tudo uma questão de sorte? Será que o Titanic só lá tinha gajos sortudos? Isto claro, nao contando com o facto de todos terem tido o azar do barco afundar, pq a emigrar já alguns estavam.
Bem, qnd eu tinha 18, 19 e 20 anos, e pensava no país já quase como um adulto pensa (um adulto estudante não trabalhador com amigos trabalhadores), foi cedo que percebi que em 18 anos de vida as coisas não melhoravam assim tanto por comparação a países que realmente evoluem a passos decentes e dos quais eu sempre ouvia falar nas notícias.
Nao evoluiram em 18, nem 19, 20... a contagem continuou e num quarto de século as coisas eram aquilo que sempre foram: a cauda da Europa.
Se eu viver 75 anos, dei 1/3 da minha vida a Portugal.
Se vocês tiverem 3 horas livres num dia, qnt esperam pelo amigo com quem combinaram estar nalgum lado ao bater da primeira hora livre? Eu esperei 1 hora (1 terço da minha vida), e vocês?
Quem me conhece não me deixa mentir: há mto tempo que eu pensava (e planeava) bazar de Portugal.
Aos 20, marquei na minha cabeça que antes dos 30 já nao ía estar aí. Nessa altura pensava eu que o curso ia ser tirado a tempo e tudo mais.
Bem, rapidamente me apercebi da matemática da coisa:
Não é do dia para a noite que se emigra.
E sejemos honestos, sozinho não sei qnd daria o passo de sair, mas tenho quase a certeza que daria. A Nell não foi o meu único contacto fora de Portugal, e houve mais amigos que me convidaram para uma visita... afinal, é com uma simples visita (ou 2) que a coisa começa.
Bem, o que é certo é que tive de ouvir mtos amigos chamarem-me:
"Forreta, não curtes a vida!"
"Só pensas em dinheiro!" etc, etc, ...
Rir-me por dentro foi o que fiz de melhor. Agora posso-me rir na cara deles (dos que gostavam de estar no meu lugar mas estão onde estão "contentes" com o país, claro!).
Bem, como sei que qnd tenho razão, tenho (sim, sou teimoso, mas isso ganha-se qnd se está certo mais vezes que errado!), convenci-me que um dia provava a essa gente toda que há prioridades que não se devem perder nem diluir nas coisinhas mundanas e banais que não levam ninguém a lado nenhum... A vida tem tendência a ser insignificante qnd muito cheia de insignificâncias.
Mas que coisinhas?
Bem, aquele cafézinho para repor a cafeína no corpo, que se toma todos os dias que custa 50 cêntimos e que ao ano são mais ou menos 180 euros... aquele maço de tabaco por dia para repor a nicotina no corpo a €2.75, que num ano são €1000 euros... A ida a uma discoteca que chula no mínimo 5 euros de entrada (eu a meter a conta por baixo, atenção), mais 5 (por baixo e a dividir com os amigos) de táxi, mais 5 para o maço ou bebida extra para repor o alcool/nicotina no corpo (lol)... os €15 euros de fim de semana que se se fizeram 2 vezes por mês num ano qualquer da nossa juventude estudantil, dá €360 euros ao ano, e o belo do cinema que se pode ver em casa... enfim, nao vale a pena continuar mais.
Já cheguei aos 180 + 1000 + 360 = €1540 (2 bilhetes para o Texas em época baixa e sobra troco, ou 1 bilhete em época alta comprado quase em cima da hora.).
Tanto sacrifício?
Bem, se és estudante, não trabalhas, queixas-te que é difícil, mas fazes algumas destas coisas, então tens outro remédio: fica por Portugal. A tua vontade de sair não supera as coisas mundanas e banais da vida, e as tuas prioridades não incluem bazar cedo. Bazar tarde talvez... Não há mal nisso, é uma escolha pessoal e uma busca por um equilíbrio que se calhar só se faz com coisas materiais dessas, com as tais coisinhas. Dizerem-me que é ou foi sorte emigrar qnd se fazem essas coisas é hipocrisia qnd se quer dar a ideia que só falta dinheiro aos treinadores de bancada. ;)
O meu caso? Geri!
Usei um Nokia 5110 durante 6 quase 7 anos, não faço nada do que referi (as tais coisinhas!), e da minha mesada apenas, poupei e comprei 2 bilhetes de avião (que em Fevereiro deste ano só custava €625) em pco mais de um ano.
O dolar não vai ficar sempre assim tão baixo, atenção! Aproveitem, quem goste deste lado do Atlântico.
Prioridades? Não me ensinem sobre prioridades se a vontade que há em sair de Portugal for a mesma que eu tive.
Computadores? Quem me viu comprar o Pentium III a 800Mhz topo de gama com os 6 meses de ordenado que tive nessa altura, sabe que essa foi a última estravagância que fiz - andava eu a entrar na Faculdade. A Gforce 2 (topo de gama também) comprada nessa altura, durou e veio comigo para aki em 2006.
No poupar é que está o ganho? Não para toda a gente. Pelo menos não para as pessoas que querem sorte para emigrar. Que querem emigrar mas são capazes de comprar um carro novo em vez de um usado, ou casar e ter filhos, comprar casa e afins qnd se continua a dizer que gostavam de emigrar. Isso é que não pode ser, ou se emigra ou não.
Sair exige mudança, e mudança exige esforço e muitas vezes sacrifício. Trabalhar e gastar não resolve nada. A busca pelo prazer instantâneo pode e quase sempre origina vidas instantâneas. Ter as coisas que referi e uma conta bancária só com 1 ou 2 digitos é irresponsável. Poupar é a única coisa que resolve alguma coisa e a única que permite que haja sequer a hipótese de uma aventura noutro lugar qualquer, e a matemática por trás de emigrar é a mais fácil que há:
A vida fica menos saborosa?
Sim, claro que fica, mas não fica a saber a merda qnd 1 ano depois estiverem de bilhete de avião na mão para irem espreitar o vosso local "preferido" pela primeira vez.
Ou acham que qnd se trabalha há mais tempo para ir ali passar uns tempos ao tal país onde gostava de viver?
Foi assim que me senti qnd disse "Atão croma?" à Estátua da Liberdade e horas depois à Nell.
Continuando a matemática da coisa:
Bem, se a desculpa é: "Ah! Mas tu tinhas lá alguém!"
Lamento desiludir, mas aos 18, 19, 20 anos não tinha. Decidi emigrar e fui conhecer gente em todo o lado. Não me culpem por ter feito um pco da minha sorte e ter feito o "trabalho de casa" em vez de ter ido para a bubadeira com a malta. Só não fez o t.p.c. quem não quis.
Mas da última vez que eu reparei, eu estava (e estou) no Texas. Isso quer dizer que para alguns, há alguém do outro lado também. Eu, e pronto, montes de pessoas ligadas ao mundo pela mesma coisa que vos liga a este blog, sim a Net.
Ainda pensam que "Só emigra quem quer" é exagero?
O que é preciso para viver em Espanha? Ah! Até me dá vontade de rir qnd comparo o que é preciso para vir para o Texas com o ir para Espanha. Espanha é emigrar, amigos. E mais, chega-se lá de carro numas horitas, e depressa. ;)
Não venham é com histórias. Quem comprou por exemplo casa, que mais precisaria para fazer o mesmo em Espanha? Um tanque de gasolina e alguma paciência?
Conselho final: pensem bem na coisa, prioridades e poupar (ao extremo se a vontade de emigrar for extrema, a minha foi! lol) é o segredo, e acreditem: é trabalhoso, mas não tão impossível qnt alguns gostam de pintar para se conformarem seja com o que for. Não inventem desculpas. Perguntem a vocês mesmos (os que se sentem azarados) qnts coisas já vocês fizeram, descobriram ou aprenderam sobre emigração e a qnts embaixadas já foram! Se a resposta é nada e/ou nenhuma, então tenho razão, não se queixem. Está tudo na vontade. Riscos? Vão sempre haver riscos, e o desconhecido pela frente, mas desenganem-se aqueles que pensam que não há retorno. Se não resultar, Portugal estará no mesmo sítio. ;) Gosto de pensar que prefiro emigrar, falhar e viver em Portugal descansado pq tentei, do que ser o velho da tasca que se queixa.
Brinquei um pouco por todo o post, mas no meio desta brincadeira toda, há muitas verdades. Pensem vcs quais. ;)
Afinal tive sorte ou não?
Claro que tive (está no cabeçalho do blog), mas não creio que os meus leitores pensem todos que a sorte não protege os mais audazes! :D
Boa sorte para os que querem mas não têm "sorte", e se precisarem um bocadinho de sorte já sabem, apitem que empresto dormida e boleia do aeroporto. Pá, foi o que me ofereceram a primeira vez. O resto fiz eu. :)
A célebre frase do "tu é que fizeste bem, e bazaste" foi coisa que não faltou. O verdadeiro suporte amigo. Enfim, o costume. ;)
Entretanto veio a argolada após ouvir de mim que só emigra quem quer:
"Nem todos têm a sorte que tu tens".
Isto levou-me hoje a escrever sobre a filosofia da emigração.
Afinal, isto é tudo uma questão de sorte? Será que o Titanic só lá tinha gajos sortudos? Isto claro, nao contando com o facto de todos terem tido o azar do barco afundar, pq a emigrar já alguns estavam.
Bem, qnd eu tinha 18, 19 e 20 anos, e pensava no país já quase como um adulto pensa (um adulto estudante não trabalhador com amigos trabalhadores), foi cedo que percebi que em 18 anos de vida as coisas não melhoravam assim tanto por comparação a países que realmente evoluem a passos decentes e dos quais eu sempre ouvia falar nas notícias.
Nao evoluiram em 18, nem 19, 20... a contagem continuou e num quarto de século as coisas eram aquilo que sempre foram: a cauda da Europa.
Se eu viver 75 anos, dei 1/3 da minha vida a Portugal.
Se vocês tiverem 3 horas livres num dia, qnt esperam pelo amigo com quem combinaram estar nalgum lado ao bater da primeira hora livre? Eu esperei 1 hora (1 terço da minha vida), e vocês?
Quem me conhece não me deixa mentir: há mto tempo que eu pensava (e planeava) bazar de Portugal.
Aos 20, marquei na minha cabeça que antes dos 30 já nao ía estar aí. Nessa altura pensava eu que o curso ia ser tirado a tempo e tudo mais.
Bem, rapidamente me apercebi da matemática da coisa:
Não é do dia para a noite que se emigra.
E sejemos honestos, sozinho não sei qnd daria o passo de sair, mas tenho quase a certeza que daria. A Nell não foi o meu único contacto fora de Portugal, e houve mais amigos que me convidaram para uma visita... afinal, é com uma simples visita (ou 2) que a coisa começa.
Bem, o que é certo é que tive de ouvir mtos amigos chamarem-me:
"Forreta, não curtes a vida!"
"Só pensas em dinheiro!" etc, etc, ...
Rir-me por dentro foi o que fiz de melhor. Agora posso-me rir na cara deles (dos que gostavam de estar no meu lugar mas estão onde estão "contentes" com o país, claro!).
Bem, como sei que qnd tenho razão, tenho (sim, sou teimoso, mas isso ganha-se qnd se está certo mais vezes que errado!), convenci-me que um dia provava a essa gente toda que há prioridades que não se devem perder nem diluir nas coisinhas mundanas e banais que não levam ninguém a lado nenhum... A vida tem tendência a ser insignificante qnd muito cheia de insignificâncias.
Mas que coisinhas?
Bem, aquele cafézinho para repor a cafeína no corpo, que se toma todos os dias que custa 50 cêntimos e que ao ano são mais ou menos 180 euros... aquele maço de tabaco por dia para repor a nicotina no corpo a €2.75, que num ano são €1000 euros... A ida a uma discoteca que chula no mínimo 5 euros de entrada (eu a meter a conta por baixo, atenção), mais 5 (por baixo e a dividir com os amigos) de táxi, mais 5 para o maço ou bebida extra para repor o alcool/nicotina no corpo (lol)... os €15 euros de fim de semana que se se fizeram 2 vezes por mês num ano qualquer da nossa juventude estudantil, dá €360 euros ao ano, e o belo do cinema que se pode ver em casa... enfim, nao vale a pena continuar mais.
Já cheguei aos 180 + 1000 + 360 = €1540 (2 bilhetes para o Texas em época baixa e sobra troco, ou 1 bilhete em época alta comprado quase em cima da hora.).
Tanto sacrifício?
Bem, se és estudante, não trabalhas, queixas-te que é difícil, mas fazes algumas destas coisas, então tens outro remédio: fica por Portugal. A tua vontade de sair não supera as coisas mundanas e banais da vida, e as tuas prioridades não incluem bazar cedo. Bazar tarde talvez... Não há mal nisso, é uma escolha pessoal e uma busca por um equilíbrio que se calhar só se faz com coisas materiais dessas, com as tais coisinhas. Dizerem-me que é ou foi sorte emigrar qnd se fazem essas coisas é hipocrisia qnd se quer dar a ideia que só falta dinheiro aos treinadores de bancada. ;)
O meu caso? Geri!
Usei um Nokia 5110 durante 6 quase 7 anos, não faço nada do que referi (as tais coisinhas!), e da minha mesada apenas, poupei e comprei 2 bilhetes de avião (que em Fevereiro deste ano só custava €625) em pco mais de um ano.
O dolar não vai ficar sempre assim tão baixo, atenção! Aproveitem, quem goste deste lado do Atlântico.
Prioridades? Não me ensinem sobre prioridades se a vontade que há em sair de Portugal for a mesma que eu tive.
Computadores? Quem me viu comprar o Pentium III a 800Mhz topo de gama com os 6 meses de ordenado que tive nessa altura, sabe que essa foi a última estravagância que fiz - andava eu a entrar na Faculdade. A Gforce 2 (topo de gama também) comprada nessa altura, durou e veio comigo para aki em 2006.
No poupar é que está o ganho? Não para toda a gente. Pelo menos não para as pessoas que querem sorte para emigrar. Que querem emigrar mas são capazes de comprar um carro novo em vez de um usado, ou casar e ter filhos, comprar casa e afins qnd se continua a dizer que gostavam de emigrar. Isso é que não pode ser, ou se emigra ou não.
Sair exige mudança, e mudança exige esforço e muitas vezes sacrifício. Trabalhar e gastar não resolve nada. A busca pelo prazer instantâneo pode e quase sempre origina vidas instantâneas. Ter as coisas que referi e uma conta bancária só com 1 ou 2 digitos é irresponsável. Poupar é a única coisa que resolve alguma coisa e a única que permite que haja sequer a hipótese de uma aventura noutro lugar qualquer, e a matemática por trás de emigrar é a mais fácil que há:
- Cuidado com as relações que se arranja: se se quer emigrar, se calhar é nice perguntar na noite dos primeiros engates se a pessoa em questão pensa numa coisa dessas e se a mente da pessoa é tão aberta qnt se deseja que seja. Depois usem a cabeça de cima, e mais nenhuma (no caso dos homens). Não se queixem mais tarde que o "Ai, o meu cônjugue não quer, por isso não vou!" Que pena que eu (não) tenho! ;)
- Somar todas as coisinhas que se fazem hoje e que custam dinheiro e tirá-las da lista de brincadeiras que se fazem banalmente. Como? Como fiz neste post há algumas linhas atrás.
- Sublinhar as coisas que não contribuem para emigrar: fumar, beber, discotecas e concertos, andar a queimar gasosa a mais de 100 km/h, comprar merdas que vão ser peso ao emigrar (cd's, dvd's, livros, iPods, consolas de jogos, telemóveis da moda qnd o velho funciona, ter mais que 1 telemóvel, etc...) e vícios caros desnecessários.
- Aperceber-se que a vida não fica pior sem estas coisas, fica só diferente. Não fumar torna-nos mais saudável (se te faz uma pessoa stressada, aceita-te como toxicodependente e cura-te, a sério!). Não beber, também. Discotecas tem coisas caras que se arranjam quase de graça fora delas. Música e engates principalmente. Conduzir mais devagar faz diferença na carteira e sou a prova viva disso. Livros, enfim, amigos, há net, não sejam esquisitos, filmes e música, idem aspas. iPods e consolas, no comment.
A vida fica menos saborosa?
Sim, claro que fica, mas não fica a saber a merda qnd 1 ano depois estiverem de bilhete de avião na mão para irem espreitar o vosso local "preferido" pela primeira vez.
Ou acham que qnd se trabalha há mais tempo para ir ali passar uns tempos ao tal país onde gostava de viver?
Foi assim que me senti qnd disse "Atão croma?" à Estátua da Liberdade e horas depois à Nell.
Continuando a matemática da coisa:
- Saber e aprender qnt custa um bilhete de avião, o visto, a papelada... não na altura de emigrar, mas no dia em que se é capaz de dizer ao espelho: "um dia quero e vou sair daki".
- Procurar subsistência no local de destino, ou descobrir como a obter. Acreditem que é mais ou menos como em Portugal: mandar curriculo, obter resposta positiva. A carta/email é que vai até ao estrangeiro até ao emprego que vcs acham que conseguem ter, não vocês.;)
- Se tens dinheiro agora e não trabalhas para ele (vem dos pais, por exemplo), então esse dinheiro serve pois em muitos sítios a vida é mais barata, e pode-se usar o mesmo dinheiro que já têm venha ele de onde vier. Banco online com os pais ou sozinho, paypal, e zás, guito onde quer que se esteja.
- Comprar no jumbo ou comprar no Walmart no Texas, é a mesma coisa: não custa o mesmo (é mais barato aki, lol), mas em ambos os locais se entra com um carrinho vazio e carteira cheia, e se sai com carrinho cheio e carteira vazia. Só é preciso um bilhete de avião entre uma coisa e outra.
- Marcar uma data. Emigrar "um dia" é meio caminho andado para "não emigrar". É igualzinho a "um dia deixo de fumar". "Um dia faço dieta". "Um dia vou para o ginásio". "Um dia coço os tomates e acordo emigrado". Qnd se pensa assim acorda-se velho a pensar no que teria sido estar num local melhor.
- Investir as poupanças. Como? Acções é uma maneira, outra é ir a um banco e perguntar como. Empatar o guito de modo a não o gastarem "sem querer". lol
Bem, se a desculpa é: "Ah! Mas tu tinhas lá alguém!"
Lamento desiludir, mas aos 18, 19, 20 anos não tinha. Decidi emigrar e fui conhecer gente em todo o lado. Não me culpem por ter feito um pco da minha sorte e ter feito o "trabalho de casa" em vez de ter ido para a bubadeira com a malta. Só não fez o t.p.c. quem não quis.
Mas da última vez que eu reparei, eu estava (e estou) no Texas. Isso quer dizer que para alguns, há alguém do outro lado também. Eu, e pronto, montes de pessoas ligadas ao mundo pela mesma coisa que vos liga a este blog, sim a Net.
Ainda pensam que "Só emigra quem quer" é exagero?
O que é preciso para viver em Espanha? Ah! Até me dá vontade de rir qnd comparo o que é preciso para vir para o Texas com o ir para Espanha. Espanha é emigrar, amigos. E mais, chega-se lá de carro numas horitas, e depressa. ;)
Não venham é com histórias. Quem comprou por exemplo casa, que mais precisaria para fazer o mesmo em Espanha? Um tanque de gasolina e alguma paciência?
Conselho final: pensem bem na coisa, prioridades e poupar (ao extremo se a vontade de emigrar for extrema, a minha foi! lol) é o segredo, e acreditem: é trabalhoso, mas não tão impossível qnt alguns gostam de pintar para se conformarem seja com o que for. Não inventem desculpas. Perguntem a vocês mesmos (os que se sentem azarados) qnts coisas já vocês fizeram, descobriram ou aprenderam sobre emigração e a qnts embaixadas já foram! Se a resposta é nada e/ou nenhuma, então tenho razão, não se queixem. Está tudo na vontade. Riscos? Vão sempre haver riscos, e o desconhecido pela frente, mas desenganem-se aqueles que pensam que não há retorno. Se não resultar, Portugal estará no mesmo sítio. ;) Gosto de pensar que prefiro emigrar, falhar e viver em Portugal descansado pq tentei, do que ser o velho da tasca que se queixa.
Brinquei um pouco por todo o post, mas no meio desta brincadeira toda, há muitas verdades. Pensem vcs quais. ;)
Afinal tive sorte ou não?
Claro que tive (está no cabeçalho do blog), mas não creio que os meus leitores pensem todos que a sorte não protege os mais audazes! :D
Boa sorte para os que querem mas não têm "sorte", e se precisarem um bocadinho de sorte já sabem, apitem que empresto dormida e boleia do aeroporto. Pá, foi o que me ofereceram a primeira vez. O resto fiz eu. :)


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