2005/12/27

O Susto - part I

"A Península Ibérica em números"
Apenas um quarto dos patrões portugueses tem curso superior ou o 12º ano
Lusa

No ano passado, apenas um em cada quatro patrões portugueses era licenciado ou tinha completado o ensino secundário, o que representa metade da percentagem registada em Espanha.

O documento "A Península Ibérica em números", publicado pelos institutos nacionais de estatística de Portugal e de Espanha, adianta que, no ano passado, Espanha tinha também o dobro de empregados licenciados ou com o ensino secundário completo em relação a Portugal, que se ficava pelos 27 por cento.

Na União Europeia, e de acordo com a mesma análise, a média é de 71 por cento no caso dos patrões e de 72 por cento no caso dos empregados.

Apenas 11 por cento dos empresários portugueses com empregados ao seu serviço eram licenciados, contra 27 por cento em Espanha e 29 por cento na União Europeia.

A publicação adianta ainda que 13 por cento dos empregados portugueses tinham cursos superiores, uma percentagem que se elevava a 31 por cento em Espanha e a 24 por cento na média da União Europeia.

De acordo com os dados de 2003, o peso dos diplomados em ciências da educação no total de licenciados é em Portugal de 22 por cento, o que representa o dobro de Espanha. Portugal tinha 13 por cento de licenciados nas áreas da engenharia, indústria e construção, contra 17 por cento em Espanha; seis por cento em ciências, contra os 11 por cento de Espanha; e 15 por cento em gestão e administração, em comparação com os 18 por cento de Espanha.

O peso dos empregados estrangeiros no emprego total era em Portugal de 2,6 por cento e em Espanha de 9,0 por cento (dados de 2004).

Um quarto dos lares portugueses têm Internet

A Internet está presente em um quarto dos lares portugueses, enquanto em Espanha um terço dos lares tem acesso à Rede, valor que se eleva para quase metade (43 por cento) dos lares quando está em análise a média da União Europeia alargada a 25 países (dados de 2004).

Mais de três em cada quatro empresas em Portugal com mais de dez trabalhadores ao serviço têm acesso à Internet, valor que também é maior em Espanha (87 por cento) e na UE (89 por cento).

Em 2003, a despesa portuguesa em investigação e desenvolvimento não foi além de 0,79 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em Espanha chegou aos 1,11 por cento e na UE foi em média de 1,95 por cento do PIB.

No entanto, a despesa em telecomunicações representou em Portugal 5,1 por cento do PIB, claramente acima de Espanha (3,5 por cento do PIB) e da União Europeia (3,4 por cento).

A despesa em tecnologias da informação representou em Portugal 2,0 por cento do PIB, acima de Espanha (1,7 por cento) mas claramente abaixo da UE a 25 (3,0 por cento do PIB).

Onde Portugal se apresenta (dados de 2002) numa posição de liderança na União Europeia é no número de automóveis por mil habitantes (558), apenas abaixo do Luxemburgo (643) e Itália (590), mas acima da média da UE (463) e de Espanha (460).

Também no número de assinantes de telemóveis por 100 habitantes (dados de 2003) Portugal, com 96 por 100 habitantes, está em quarto lugar entre os 25 Estados da UE, acima da média da União Europeia (81) e de Espanha (90).

Com as energias renováveis a pesarem 36 por cento no total da energia consumida (dados de 2003), Portugal está numa posição bastante mais favorável do que Espanha (22 por cento) ou a União Europeia (13 por cento).

O PIB por habitante em 2003 era em Portugal de 12,5 mil euros, pouco mais de dois terços do espanhol (18,6 mil euros) e cerca de 58 por cento da média da UE (21,4 mil euros).

O PIB por habitante a preços correntes era máximo no Luxemburgo (53,2 mil euros) e Irlanda (34,9 mil euros) e mínimo na Letónia (4,2 mil euros) e na Lituânia (4,7 mil euros).

Espanha é o maior fornecedor de Portugal (29,3 por cento das importações em 2004) e o maior cliente (24,9 por cento das exportações).

Mas no comércio externo espanhol Portugal surge em oitavo lugar entre os fornecedores (3,2 por cento das importações), embora seja o terceiro maior cliente (9,6 por cento das exportações espanholas).

A produtividade aparente, medida em Valor Acrescentado Bruto (VAB) por trabalhador é, em Portugal (dados de 2002) bastante inferior à de Espanha e à média europeia, ainda que se tenha de ter em conta que é medida a preços correntes e não em paridades de poder de compra.

A produtividade aparente no sector secundário era de 20 mil euros por trabalhador em Portugal, 41,5 mil euros em Espanha e 45,3 mil euros em média da UE; no comércio era 18,1 mil euros em Portugal, 26,4 mil euros em Espanha e 32,6 mil euros na UE; e nas actividades imobiliárias, alugueres e serviços às empresas era de 21,6 mil euros em Portugal, 33,3 mil euros em Espanha e 45,8 mil euros na UE.

O peso do comércio electrónico nas vendas totais do comércio é em Portugal de 1,3 por cento (dados de 2004), claramente acima de Espanha (0,4 por cento), mas abaixo da média da União Europeia (2,1 por cento).


in Publico
obrigado Peter, por teres enviado este artigo para o meu email! ;)